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Dia do Abraço Azul: COOPRONA transforma escuta em inclusão

Toda cooperativa nasce para atender às necessidades de seus cooperados. Mas, às vezes, a resposta para essas necessidades não está em criar algo novo, e sim em enxergar novas possibilidades para aquilo que já existe.

Foi esse movimento que deu origem ao Dia do Abraço Azul, iniciativa desenvolvida pela COOPRONA (Cooperativa de Consumo de Bancários e Ex-Bancários de Macaé e Rio das Ostras).

A história começou com uma escuta.

Ao conversar com suas cooperadas, a cooperativa identificou uma realidade comum entre mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Muitas relataram que atividades simples, como um passeio em família, exigiam um planejamento muito maior do que o habitual. A falta de ambientes preparados, o receio de enfrentar situações de incompreensão e a necessidade de respeitar o tempo de cada criança faziam com que momentos de lazer fossem, muitas vezes, adiados ou deixados de lado.

Enquanto essa necessidade era identificada, surgia também uma oportunidade.

Durante as comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo de 2025, o Sistema OCB/RJ disponibilizou às cooperativas fluminenses passaportes anuais para o BioParque do Rio, espaço voltado à conservação da biodiversidade, educação ambiental e lazer, localizado na Quinta da Boa Vista, na capital fluminense.

Na COOPRONA, o benefício foi encarado como um ponto de partida.

Em vez de simplesmente distribuir os passaportes, a cooperativa decidiu construir uma ação que dialogasse diretamente com a realidade das pessoas que havia acabado de ouvir.

Assim nasceu o Dia do Abraço Azul, realizado em 1º de maio de 2026, reunindo 72 famílias em uma programação especialmente planejada para proporcionar um ambiente acolhedor, organizado e preparado para atender diferentes necessidades.

Cada etapa da ação foi pensada para reduzir barreiras e tornar a experiência mais tranquila para as crianças e seus acompanhantes. Questões relacionadas à acessibilidade econômica, logística, comunicacional e sensorial fizeram parte do planejamento, permitindo que todos pudessem aproveitar o passeio com mais conforto, segurança e autonomia.

Ao longo do dia, o que se viu foi exatamente o que a cooperativa buscava construir desde o início: crianças explorando o espaço no seu próprio ritmo, pais e mães aproveitando o momento sem a preocupação constante de explicar comportamentos ou lidar com situações de constrangimento, e famílias vivendo uma experiência de lazer em um ambiente preparado para recebê-las.

A iniciativa também deixou resultados que vão além da programação realizada no BioParque.

Com base na experiência adquirida, a COOPRONA desenvolveu o Plano de Acessibilidade Cooperativista para Vivências Inclusivas, uma metodologia criada para orientar outras cooperativas interessadas em organizar ações mais acessíveis e inclusivas, ampliando o alcance dessa experiência para diferentes regiões do país.

Mais do que promover um evento, a cooperativa demonstrou como o cooperativismo pode transformar a escuta em ação. Ao identificar uma necessidade existente dentro da própria comunidade e construir uma resposta coletiva para ela, reafirmou um dos princípios que sustentam o movimento cooperativista: colocar as pessoas no centro das decisões.

O Dia do Abraço Azul mostrou que inclusão não depende apenas de infraestrutura. Ela também nasce da disposição para ouvir, compreender e planejar.

É esse conjunto de resultados que a COOPRONA leva ao Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano 2026. Mais do que apresentar uma boa prática, a cooperativa compartilha uma experiência construída a partir da realidade de suas cooperadas e que pode inspirar outras organizações a fazerem o mesmo: ouvir primeiro, agir depois e transformar oportunidades em soluções que façam diferença na vida das pessoas.

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